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Carta do Presidente – Planejamento Estratégico 2022

Transparência é o princípio máximo da administração pública. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, compartilha a sua visão de Brasil, de mundo e do papel que o banco terá acerca de temas estratégicos para um futuro nacional de desenvolvimento sustentável.

 

Um futuro nacional de desenvolvimento sustentável
Quando recebi o convite para assumir a presidência do BNDES, em junho de 2019, tinha clareza das oportunidades e desafios que a instituição apresentava. O Banco vinha em uma situação não trivial do ponto de vista reputacional, estratégico e gerencial. Desafios que instituições seculares confrontam ao longo de suas histórias e que, quando bem enfrentados, as tornam mais fortes, mais vivas e perenes. Era preciso retomar o propósito original do BNDES para reconstruir seu futuro: transformar a vida de gerações, promovendo o desenvolvimento sustentável. Especialmente daqueles brasileiros que mais precisam.

Seguindo a direção apontada pelo ministro Paulo Guedes e com uma abordagem técnica, transparente e independente, referendada pelo presidente Jair Bolsonaro, nossa agenda ao longo do segundo semestre de 2019 funcionou como uma etapa preparatória para o futuro disruptivo que estaria por vir: planejando a diversificação de produtos e serviços do Banco; migrando de um banco monoproduto para um banco multi-produtos com capacidade de prestação de serviços; passando de competidor para colaborador; adaptando uma visão de criação de valor financeiro para uma de adicionalidade do impacto socioambiental; tornando a instituição mais aberta a relacionamentos externos e aumentando a gama de stakeholders envolvidos em seu ecossistema. Um BNDES Aberto. Aberto para seus clientes e não mais para os antigos beneficiários.

Ajustes nos quais os demais bancos de desenvolvimento ao redor do mundo também têm pensado e se reinventado. Puxamos uma agenda de transformação como um dos leading cases para o mercado global de nossos pares. Enfim, adicionamos mais ferramentas e canais para que o Banco possa expressar o seu propósito.

A pandemia
Seria impossível imaginar que o movimento disruptivo viria tão rápido e com tanta intensidade como ocorreu logo no início de 2020. Por sorte e competência dessa instituição, estávamos preparados para isso. Com o início da pandemia, a janela de tempo disponível para digerir, entender e reagir ao novo, ao desconhecido, foi substancialmente menor do que a que estávamos acostumados. Perdemos o luxo do tempo e ganhamos o benefício do propósito. Verdadeiras evoluções financeiro-tecnológicas estariam por vir por conta disso.

O desafio mais importante durante a pandemia sempre foi: como fazer o crédito chegar na última milha? Uma questão estrutural que nosso país enfrenta desde sempre e que o calor do momento deixaria clara: não havia mais tempo para tolerar o que os nossos empreendedores enfrentam diariamente. A ferramenta que viabilizou essa ponte foi um fundo garantidor para pequenas e médias empresas, o FGI PEAC. Fruto de uma inovação aberta e coletiva junto ao Ministério da Economia, Congresso Nacional, associações empresariais, setor financeiro, entre outros. O produto, até então pouco expressivo, foi responsável por irrigar R$ 92 bilhões a milhares de pequenas e médias empresas brasileiras. Em vez dos campeões nacionais, focamos em nossos heróis nacionais. Senso de urgência, colaboração, propósito e impacto.

Criamos também um dos maiores matchfundings do país, o Salvando Vidas, algo inédito na história do BNDES, apoiando desde a aquisição de equipamentos de proteção individuais (EPIs) até a implantação de usinas de oxigênio. Bem-sucedido, o programa continua até hoje e tomou vida própria, tendo arrecadado quase R$ 150 milhões. A situação emergencial viabilizou ainda diversas outras iniciativas e inovações, como FIDCs, PESE, PEAC Maquininhas, Crédito-âncora, Giro Repasse, financiamento à Conta-Covid, suspensões de pagamentos, pagamento do PIS/Pasep-FGTS etc. Somadas as iniciativas emergenciais à nossa atuação recorrente, o BNDES movimentou, silenciosamente, mais de R$ 200 bilhões em 2020.

Reciclando capital
Avançamos também em uma das agendas prioritárias para o reposicionamento do BNDES, que foi o ajuste no tamanho e na forma de investir em participações acionárias. Um lastro que desvia o Banco de seu prumo pelos seguintes motivos: (i) um volume de risco de mercado desproporcional que o BNDES carregava (e ainda carrega) e que torna o banco procíclico, pois quando há crises de mercado, a deterioração de valor das ações pode limitar sua disponibilidade de capital; e, principalmente, (ii) a atividade especulativa com o único e exclusivo objetivo de fazer lucros financeiros não gera qualquer desenvolvimento socioambiental para o país. Está fora do propósito do BNDES ser um mero especulador financeiro.

Desde o início do nosso processo de desinvestimentos, vendemos de forma segura, organizada e sem distorcer o mercado, um total de R$ 80 bilhões em ativos de companhias maduras, considerando as participações da carteira própria do BNDES e aquelas detidas pelo Tesouro Nacional. Ao longo desse processo, registramos diversos marcos históricos do mercado de capitais nacional, como a maior oferta secundária de ações (Petrobras), o primeiro e o terceiro maiores blocos de ações (Vale e JBS) e a maior oferta secundária de debêntures (Vale).

Fabricando projetos
Pilar fundamental na agenda futura do BNDES é o reconhecimento de que o desenvolvimento se dá por uma multiplicidade de canais em complemento ao desembolso de empréstimos. A disponibilidade de recursos não é atualmente o principal gargalo para o nosso desenvolvimento sustentável. Num país com âncora fiscal e juros “terrenos”, nossas maiores carências passam a ser (i) bons projetos: boas modelagens, análise ambiental, planos de engenharia, contratos de concessões, adequação aos órgãos de controle e parametrização financeira inteligente; e (ii) assunção de riscos: portfólios e gestores que saibam precificar, gerenciar e assumir riscos de construção, demanda, regulatório e afins.

Para isso, construímos no BNDES o maior banco de desenvolvimento estruturador de projetos do mundo. A nossa Fábrica de Projetos, cujos primeiros resultados concretos puderam ser constatados em leilões de iluminação pública, energia (CEB, CEA, CEEE-D, CEEE-T Sulgás) e, principalmente, saneamento (Rio, Amapá e Alagoas). Somente neste último, já estamos falando de R$ 70 bilhões em capital mobilizado para que 18 milhões de brasileiros tenham garantia de dignidade: o básico de saneamento.

Formamos uma carteira de 160 projetos, com um investimento potencial acima de R$ 300 bilhões entre transações já concluídas com sucesso e a serem realizadas. Sejam elas de infraestrutura, imobiliárias ou de concessões ambientais, essa carteira será um dos grandes legados para gerações futuras. Gerenciamos hoje, como exemplo, o maior programa de concessões de ativos ambientais do planeta.

Assumindo riscos
Em paralelo, demos os primeiros passos concretos na efetivação de operações com risco de projeto (project finance), com recursos limitados aos acionistas patrocinadores do empreendimento. Passamos a atuar no mercado de debêntures tanto como investidores, quanto como garantidores de colocação firme e estruturadores. É isso mesmo: o BNDES, até então recluso em seus financiamentos bilaterais, hoje estrutura operações de dívida em mercado de capitais para compartilhá-las com mais investidores seja diretamente ou por meio de fundos de crédito. A divisão de risco melhora a governança de nossos projetos, adiciona diversidade na perspectiva dos financiamentos e torna nosso mercado de infraestrutura mais inovador.

Assumir riscos efetivos e gerenciá-los com prudência e metodologia, assim como aprender a navegar em mares onde o investidor comum ainda não chegou, são funções de interesse nacional quase insubstituíveis do BNDES. Solidez financeira e conhecimento técnico não lhe faltam para tal. O Banco tem condições e necessidade de assumir mais riscos de forma prudente, controlada e sustentável. Exemplo disso é a enorme oportunidade de atuação como agente garantidor, seja na agricultura, em micro, pequenas e médias empresas (MPME), nas exportações ou na infraestrutura. A utilização do balanço do Banco por meio de garantias já deu seus primeiros passos. Trata-se de um segmento que poderá ser significativo para o BNDES ao longo da próxima década e gerar muito emprego no Brasil.

Caminhando com as próprias pernas
Durante os anos de 2019 a 2021, transferimos ao Tesouro Nacional R$ 270 bilhões em pagamento de dívidas, dividendos, juros sobre capital próprio e tributos. O BNDES exercerá melhor sua missão quanto menor for sua dependência do Tesouro Nacional. Recursos tangíveis e intangíveis não lhe faltam para tal. A política de anabolização de empresas e projetos via subsídios teve efeitos colaterais que vão muito além da piora das contas públicas ou de questões reputacionais. Ela tornou nosso mercado de infraestrutura mais fechado, reduzindo o número competidores, encarecendo o preço que a sociedade paga por esses ativos e inibindo o desenvolvimento de ferramentas de gestão e assunção de riscos. Isso fez o país ficar para trás na corrida da inovação pelas modelagens de infraestrutura. Mérito da gestão do Banco que criou a TLP anos atrás e encerrou uma política que segurava o BNDES no atraso das tecnologias financeiras. Coube a nós dar seguimento a essa disrupção evolucionária.

Passaram a fazer parte do portfólio de produtos do BNDES operações realizadas por meio de fundos garantidores como FGEnergia, CRAs, BNDES Garagem socioambiental, FIDCs para MPMEs ou infraestrutura, exportações lastreadas em seguro de crédito privado, entre outros. A agenda de diversificação de produtos e serviços torna-se imperativa para um banco de desenvolvimento que deseja ser ágil e adaptável às constantes mudanças de rumos dos ventos.

Durante a COP26, na Escócia, lançamos o programa Floresta Viva, iniciativa de financiamento coletivo para restaurar florestas e bacias hidrográficas no país, com projeção de investimentos de até R$ 500 milhões nos próximos sete anos. Um verdadeiro laboratório para desenvolvimento dos parâmetros do mercado de carbono de reflorestamento brasileiro. Criamos, também, o Resgatando a História, que apoia projetos de recuperação do patrimônio histórico com potencial de investimento na casa dos R$ 200 milhões.

Ventos ASG
A história marcará os anos de 2020 e 2021 como anos de resposta à pandemia, de convergência à urgência das questões socioambientais e de rupturas na adoção de novas tecnologias. Momento em que redes sociais de suporte se solidificaram, seja na saúde, na economia ou no meio ambiente. Assistimos à aceleração exponencial da revolução socioambiental: dezenas de países assinaram um acordo sobre as emissões de carbono na COP26! Uma verdadeira explosão da filosofia ASG, essência da criação do BNDES há setenta anos: transformar a vida de gerações, promovendo o desenvolvimento sustentável.

E qual o papel que o Brasil terá nesse novo mundo? Quais as oportunidades? Qual a responsabilidade que o nosso país deve assumir em um momento de transição da economia global?

Dentro da agenda ASG, a governança é a pedra fundamental da nossa reconstrução. Sem um “G” maiúsculo, qualquer agenda de desenvolvimento econômico, social ou ambiental ficará comprometida. Torna-se fundamental darmos continuidade à melhoria do ambiente de governança que conquistamos no Brasil ao longo dos últimos anos, seja na perspectiva pública ou privada. Naturalmente, ainda há muito por fazer e evoluir, mas para que o Brasil seja capaz de ocupar o lugar que lhe cabe em nosso futuro, a continuidade da melhoria de nosso ambiente institucional é condição precedente. Sofremos muito, especialmente os brasileiros mais necessitados, com as consequências da falta de governança no passado. Nosso futuro depende da continuidade dessa evolução, atualmente em curso.

A letra “S” de social é o o que temos que defender com unhas e dentes. A pandemia exacerbou a bomba relógio armada diariamente em periferias, florestas e no semiárido brasileiro. A pobreza e a miséria são o principal entrave para o crescimento sustentável do Brasil. Atacar de frente essa questão levará o país a períodos longos e duradouros de crescimento. A boa notícia é que o mundo acordou para isso. Aprendemos que não há qualquer dicotomia entre desenvolvimento social e economia de mercado. Enfim, chega-se ao consenso de que o melhor caminho para os mercados se desenvolverem de forma sustentável é por meio do desenvolvimento humano e social. Empiricamente, a história constatou que a melhor rede de proteção social vem de um setor produtivo pujante, vibrante e atento aos seus impactos na sociedade. A hora para fazer isso é agora, não temos tempo.

A grande oportunidade para o Brasil está na letra “A”. Essa potência ambiental tem uma oportunidade ímpar para liderar a corrida tecnológica da economia verde, seja pela substituição dos combustíveis fósseis, pela consolidação do mercado de carbono, ou pela capacidade de inovação alinhada à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável.

BNDES à frente
E, afinal, como os bancos de desenvolvimento ao redor do mundo assumirão a função de liderar e fomentar a transição de maneira estruturada, equilibrada e sem deixar ninguém para trás?

Ao chegar aos seus setenta anos, o BNDES tem nesses questionamentos o seu propósito renovado: o desafio de liderar e conduzir a transição em um momento de reconstrução global em que o Brasil é, por vocação, protagonista. Aos olhos do mundo, devemos ser referência. Aos olhos dos brasileiros, uma janela de oportunidades empresariais e sociais.

Queremos, podemos e iremos trabalhar de forma mais aberta e inovadora, transformando essa instituição no grande ecossistema de desenvolvimento do país, que se projeta para o futuro também como um grande potencializador de novos mercados e oportunidades.

Para isso, em 2022 montamos um planejamento estratégico novamente inovador. Em 2019, havíamos construído um primeiro plano para o BNDES sem metas financeiras. Isso mesmo. Um banco cuja estratégia é baseada apenas em metas da vida real: quilômetros de rodovia, quantidade de acessos de banda larga, escolas construídas, número de conexões de saneamento básico etc. Sem os reais de desembolsos ou dólares de receita.

Uma vez que nos libertamos das amarras do “quanto mais lucro, melhor”, neste ano de 2022 buscamos abrir os silos das diretorias e dos departamentos. Em vez de cada diretoria trazer seus planos e metas para serem compilados, propusemos que as missões fossem temáticas e transversais, criando um amplo ambiente de troca e cooperação entre as equipes. Mais um passo disruptivo para essa instituição. Ao fim, se estamos falando de inovação e impacto, a coletividade de conhecimentos e dinamicidade de alocação dos recursos tornarão as ações do Banco mais potentes e perenes, reagindo mais rapidamente às mudanças dos ventos que certamente virão para novas direções que não conhecemos hoje. E virão rapidamente.

Alguns desses elementos merecem destaque:

Infraestrutura: na missão de infraestrutura, queremos reduzir o hiato de investimentos em mobilidade urbana e resíduos sólidos urbanos. Precisamos tirar da inércia setores tão relevantes na agenda de cidades. Pretendemos replicar neles a bem-sucedida agenda de saneamento já em curso, aumentando também a diversificação de instrumentos de alocação de risco: sindicalizações, mercado de capitais, garantias e fundos de crédito.
MPME: para micro, pequenas e médias empresas, nossos objetivos são (i) a ampliação da nossa rede de distribuição, que conta hoje com mais de sessenta agentes via parcerias com cooperativas, bancos regionais, fintechs e bancos de nicho em adição aos bancos comerciais, já tradicionais parceiros; e (ii) o desenvolvimento de instrumentos alternativos, tais como fundos para a inovação, venture capital e fundos garantidores para aumentar a alocação do balanço do Banco, hoje subalocado na última milha do risco de MPMEs.
Social: na missão social, o principal pilar incremental é a educação. Vamos atuar na educação básica e em projetos de qualificação profissional, promovendo capacitação e contribuindo para a redução do desemprego estrutural. Diferentemente de setores mais “tradicionais” do BNDES, o Banco ainda precisará acumular muito conhecimento nesse tema, relativamente novo para nós. A direção dada pelo Conselho de Administração é de farol alto e longo prazo com senso de urgência. Para lá seguiremos.
Clima: dentro do tema ambiental, destacamos a agenda climática como nosso foco. Por isso, de forma transversal a todos os setores de infraestrutura e estrutura produtiva, temos a resiliência e adaptação climáticas como fatores de adicionalidade a serem incorporados, com destaque para a transição energética à economia neutra em carbono.
Carbono: pretendemos que o próprio carbono por si, uma commodity físico-financeira, seja frente de inovação e indução por parte do BNDES. A exemplo do que o Banco fez no mercado de capitais brasileiro no início do século, podemos ter um papel-chave no desenvolvimento desses novos mercados de créditos de carbono que estão surgindo, com especial destaque para nossas florestas e para o mercado voluntário. Não há mais dúvida: ecossistemas fazem parte de sistemas econômicos.
Requalificação: o principal desafio que enxergamos para o Banco cumprir sua missão na agenda climática se refere a requalificação: temos uma equipe de altíssimo nível e super experimentada nos mais diversos setores, mas é necessário respeitar o desafio de aprendizagem climática que temos pela frente. Quando olhamos a combinação (i) da gama de conhecimentos a serem incorporados; (ii) da velocidade e transversalidade com que a agenda tem evoluído; e (iii) do tempo que temos para fazer essa transição, o desafio de requalificação de nossas equipes e parceiros é significativo.Não temos tempo: a oportunidade para o Brasil liderar essa nova economia verde é agora.

Todas essas novas fronteiras de atuação do Banco têm como filosofia mestra a valorização dos ativos intangíveis do nosso banco de desenvolvimento. O pivoteamento de uma dimensão cultural de sucesso antes baseada no autocentrismo de ativos financeiros do próprio Banco para uma visão de uma multiplataforma de desenvolvimento a ser usufruída por toda a sociedade, na qual disrupção, revolução tecnológica, propósito e impacto se encontram. O BNDES está especialmente bem posicionado para fazer tal transição: conta com uma solidez financeira robusta e sustentável, conhecimento multissetorial único, conexões longas e profundas, tanto no setor público quanto no setor privado, e uma cultura calcada no espírito público e comprometida com o desenvolvimento.

Valorizar, cultivar e aprimorar a enormidade de ativos intangíveis que foram construídos dentro das paredes do BNDES pelos últimos setenta anos é perspectiva fundamental para (re)construirmos um banco de desenvolvimento sustentável para esse novo mundo dominado pela antifragilidade. Comprometimento, agilidade, cooperação, inovação, transparência e efetividade: verdadeiros ativos que perenizam instituições seculares. Uma evolução cultural necessária para qualquer organização seja ela privada ou pública.

Num mundo onde eventos de cauda tornaram-se rotineiros, saber navegar com a humildade do desconhecimento é um atributo de grande valia para empresas, governos e sociedade. Aceitar que experiências e realidades que até ontem não eram sequer imagináveis agora estão batendo à porta do cotidiano com data marcada para sua obsolescência. Tudo isso numa velocidade quântica que nossos cérebros, newtonianos, ainda se adaptam para absorver na complexidade do tempo-espaço. Estamos ancorados na certeza de que valores antiquados como verdade, lealdade e amor ao próximo (especialmente àqueles mais necessitados) seguem em voga mais do que nunca. Mudar para permanecer. O Brasil pode contar com o BNDES.

Gustavo Montezano, Presidente do BNDES

31 de janeiro de 2022

Última atualização: 6 abril, 2022